A minha namorada apanhou o bouquet

E pronto, acabou a brincadeira...

A conta da EDP não perdoa e deve estar para breve.


A renda está paga e o telemóvel carreguei ontem.


O IRS, esse, já o fiz.


 


Hoje é aquele dia em que a balança da realidade começa novamente a equilibrar por via dos últimos vapores do entusiasmo do fim de semana. Como se fossemos um potente Ferrari mas na reserva, sem entusiasmo.


 


O Salvador já não me faz esquecer que a Maria Leal existiu mesmo.


A lambreta do Eliseu, lembra-me apenas que tenho de ir mudar o óleo do carro.


E o centenário de Fátima deprime-me por ainda me lembrar da celebração dos 80 anos. E já dono de alguns inícios de barba na altura.


 


Volta-se aos poucos ao falar de ataques informáticos, violência doméstica, défices, estágios profissionais, contas para pagar, facturas...


Tudo outra vez... 


 


Alguém tem aí alguma coisa para a ressaca?


 


Um euromilhões mais logo, qualquer coisinha assim leve para festejar?


 


Abastecia mesmo bem este Ferrari.


 



 (imagem)


 


P.A


 


Nota: Vocês também têm uma vizinha do lado a ouvir o Salvador desalmadamente? Amar pelos dois espaçadamente ainda vá, agora para sempre e pelo prédio todo, fica chato. E eu até gosto da música, só que assim começa a criar humidade nas orelhas. E não é nada prático desumidificar isto.

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